quinta-feira, 27 de maio de 2010

Lições de um time de guerreiros

Por Gregorio Ventura

O mundo corporativo tem a aprender com o mundo esportivo. Ultimamente, tenho acompanhado os jogos do time de vôlei do Montes Claros que, em sua primeira liga, acaba de chegar à semifinal do campeonato. Os jogos da equipe batem recordes de público. Uma autêntica sintonia entre time e torcida, que apelidou a equipe de “time de guerreiros”. Para vencer, não basta somente ter talento, é preciso aprender a praticar o jogo de equipe – esse é o grande ensinamento de um grande time.

Em muitas organizações, as pessoas estão como grupo, e não como time. O grupo não tem propósito comum e as pessoas não sabem o real sentido de fazerem parte daquela empresa. Um autêntico time tem senso de unidade, propósito e metas comuns e uma missão clara e vivenciada em todas as suas ações e por todos os integrantes da organização.

Frequentemente, a inveja e a vaidade levam os grupos a terem comportamentos que prejudicam os resultados, e o brilho dos integrantes pode ser apagado por membros que acreditam que somente apagando o brilho do outro é que vão ter o seu próprio brilho. O apoio da torcida ao time do Montes Claros tem mostrado o quanto é importante “jogar junto” o tempo inteiro, assim, as organizações que se destacam são aquelas em que as pessoas participam, utilizando seus diversos talentos a fim de contribuir para atingir os resultados. Participar, e não omitir, é a palavra-chave de times vitoriosos.

O que impressiona nesse time de vôlei, liderado pelo técnico Talmo de Oliveira, é sua capacidade de reverter um placar nas situações mais difíceis. O resultado é focado até o último instante, esse é o sentido do “time de guerreiros”. O grupo não possui ainda uma “grande estrela” da seleção brasileira, mas tem um conjunto equilibrado em que todos participam e, quando um jogador não está bem, o outro entra e oferece sua contribuição no momento certo. É um time apoiado pelo estilo coach de ser do seu treinador, que sabe tirar o máximo do potencial de cada integrante e delega e lidera com seus demais líderes.

A capacidade de focar o resultado, lidando com as pressões e reorganizando o planejamento, quando necessário, conduz um time à superação. Não importa o quão distante está a meta a ser atingida, mas sim o quão dispostas as pessoas estão para atingi-la. O papel do líder é deixar seu time focado no resultado, sem sucumbir diante das dificuldades, sabendo extrair o melhor de cada integrante.

As organizações necessitam de pessoas guerreiras, de líderes proativos e que cresçam baseados no valor e no potencial de sua equipe. Muitas companhias reclamam de seus resultados, mas seus líderes continuam a não inspirar o melhor dos profissionais e a não valorizar, por exemplo, o senso de propósito comum. A empresa do novo século e que vai perpetuar será aquela que tiver um time de guerreiros, um líder que aja como coach e seja inspirador da transformação positiva das pessoas. E na sua organização, existe um grupo ou um time de guerreiros?

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